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Pregação Expositiva

Uma Introdução Geral à Carta de Paulo aos Efésios

Por Rev. Diogo Jorge Gonçalo

Texto: Efésios 1:1,2.

1- Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus, 2- graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Introdução

A carta de Paulo aos Efésios é considerada pela maioria dos estudiosos uma das epístolas mais importantes do Novo Testamento. Alguém chegou a dizer que: “se fôssemos eleger qual a carta mais importante escrita pelo apóstolo Paulo, certamente a epístola aos Romanos estaria em primeiro lugar.” Porém, sem dúvida, Efésios seria uma segunda muito próxima no contexto desta ordem de importância.” 1

Esta carta era, por exemplo, a “favorita” do reformador João Calvino.2 Ele afirma, em seu comentário introdutório a essa missiva sagrada, que uma vez que Paulo havia instruído no evangelho a igreja de Éfeso (conf. Atos 19) agora, o seu objetivo e a sua percepção é: “que eles necessitavam de confirmação e, então, lhes escreveu a presente epístola.” 3 Os biógrafos de John Knox destacam que, em seu leito de morte, esse grande bandeirante da reforma, o qual é considerado “O Pai do Presbiterianismo”, pedia que os sermões expositivos de Calvino na carta aos Efésios fossem lidos para ele constantemente, para o seu enlevo e alimento espiritual.4

Essa missiva sagrada já foi caracterizada com diversos adjetivos sublimes, os quais procuram retratar e destacar a sua grandeza tanto no aspecto do seu conteúdo teológico, como de suas formas e estilos literários. Willian Barclay afirma que ela é: “A rainha dos escritos de Paulo.”.5 Esse mesmo escritor supracitado ainda afirma que: “Por consenso geral, a Carta aos Efésios se localiza no plano mais elevado dentro da literatura devocional e teológica da Igreja primitiva.” 6

Dr. Martyn L. Jones, que pregou durante seis anos consecutivamente nesta carta, nos domingos pela manhã na capela de Westminster, em Londres, afirma que: “Em todas as Escrituras não há nada mais sublime do que a epístola aos Efésios.” Ele ainda destacava que ela é a carta que trata da salvação a partir dos “lugares celestiais”. 7 John Stott é muito feliz quando diz que: “A carta aos efésios é um resumo, muito bem elaborado das boas novas do cristianismo e de suas implicações. Ninguém pode lê-la sem ser compelido a adorar a Deus e a ser desafiado a melhorar a sua vida cristã.” 8

Hernandes Dias Lopes, seguindo esta mesma linha, é muito feliz quando, de forma um tanto poética e magistral, descreve para nós o valor e a singularidade dessa epístola Sacrossanta:

A carta de Paulo para os efésios é uma das joias mais belas de toda a literatura universal. Tesouros belíssimos e assaz preciosos podem ser encontrados em cada versículo dessa obra inspirada. Aqui Paulo não trata de problemas particulares, como o faz na maioria de suas missivas. Ao contrario, descerra as cortinas do tempo, penetra os refolhos da eternidade e traz aos homens as verdades mais consoladoras da graça. Os grandes temas da fé cristã ornam a coroa dessa epistola. Os capítulos mais destacados da soteriologia e da eclesiologia podem ser encontrados nessa obra-prima do apóstolo. Paulo começa essa carta como um maestro regendo uma grande orquestra. 9

Elucidação.

A carta de Paulo aos Efésios pertence ao grupo de escritos paulinos que são denominados de “Cartas da Prisão.” (Conf. Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom).10 De acordo com o próprio texto, ou seja, as evidências internas da carta aos efésios (Conf. 3:1; 4:1; 6: 20), o nobre apóstolo encontrava-se preso por ocasião da escrita desta epístola. Os estudiosos levantam discussões quanto ao local exato dessa prisão (Éfeso, Cesareia e Roma).11 Porém, a grande maioria dos eruditos conservadores defende que Paulo escreveu de Roma. O Dr. Russel Shedd, ao tratar sobre esse assunto, afirma o seguinte:

O apóstolo aos gentios encontrava-se preso em Roma, mas tinha liberdade para ensinar. E, talvez mais importante ainda, podia meditar e colocar no papel suas meditações (segundo Atos. 28: 30,31). Durante o período de dois anos de reclusão, o apóstolo escreveu as importantíssimas epistolas aos colossenses, aos efésios, a filemom e, possivelmente, aos filipenses.12

Essa mesma opinião é defendida pelo comentário da Bíblia de Estudo Genebra, o qual coloca então a escrita dessa carta entre os anos 60-62 d.C., data mais provável para esse aprisionamento de Paulo em Roma. O portador da carta é o nosso amado irmão Tíquico, um dos pastores da igreja de Colossos (Conf. Ef. 6: 21,22; Col. 4 e Filemom). Na perspectiva de Warren W. Wiersbe, ele estava em Roma para discutir com Paulo alguns problemas eclesiásticos, e Paulo aproveita para enviar por ele e Onésimo as epístolas aos Efésios, Colossenses e Filemom.13 Mesmo estando preso, o velho apóstolo preocupa-se com o estado das igrejas.

Outro ponto interessante diz respeito à relação que há entre essa carta e a epístola aos Colossenses. Muitos estudiosos acreditam que Efésios é simplesmente uma “amplificação” desta carta.14 Porém, apesar das similaridades em alguns pontos, como o Dr. Willian Hendriksen destaca muito bem em seu comentário, podemos perceber que elas possuem ênfases diferentes. Enquanto Colossenses vai destacar a pessoa de Cristo como o cabeça da igreja, a carta aos Efésios vai destacar a igreja como o corpo de Jesus Cristo. Em se tratando da igreja de Éfeso e o seu contexto particular, podemos destacar algumas coisas para uma melhor compreensão do conteúdo dessa carta tão maravilhosa: A primeira, diz respeito à plantação e/ou o início dessa igreja. De acordo com Atos 18; 19 e 20, podemos perceber que ela surgiu a partir e no contexto de um avivamento. Paulo estava na sua terceira viagem missionária quando chega nesta cidade. O valor desta cidade é retratado por João Crisóstomo em seu comentário expositivo:

Éfeso é uma metrópole da Ásia. Era dedicada a Diana, ali cultuada como a principal divindade. A superstição dos habitantes era tamanha que nem divulgaram o nome daquele que queimara o templo da deusa, o qual, efetivamente, foi incendiado. São João Evangelista morou durante muito tempo em Éfeso, pois, relegado, ali morreu. Paulo ali também deixou Timóteo, conforme lhe escreveu: “eu te recomendei permanecer em Éfeso” (I Tm.1.3). E muitos dos filósofos que floresceram na Ásia eram oriundos desta cidade. Com efeito, diz-se que Pitágoras era natural de lá, pois Samos, onde nascera é ilha jônica. São ainda de Éfeso Parmênides, Zenão, Demócrito e agora encontramos ali muitos outros filósofos. Não é sem motivo que o relembramos, sim no intuito de sublinhar o grande esforço de Paulo em escrever-lhes.15

A igreja que estava na cidade de Éfeso possui uma importância tão grande que algumas cartas neotestamentárias estão intimamente ligas com ela, por exemplo: I e II Timóteo (obs.: Neste período Timóteo era pastor de Éfeso), Colossenses, e temos ainda a carta do próprio Senhor Jesus em Apocalipse 2:1-7.

O autor da carta

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus” (v.1a).

É interessante percebermos a maneira como o apóstolo Paulo inicia as suas cartas. Nós temos a tendência de partirmos logo para o conteúdo teológico e doutrinário das mesmas, deixando de lado as suas respectivas “saudações” como se fosse algo de somenos importância. Lembro-me de ouvir o Rev. Ludgero Bonilha, da Primeira Igreja Presbiteriana de Belorizonte, pregar há alguns anos em nossa igreja e chamar a nossa atenção para o valor e as lições advindas dessas “palavras iniciais” das epístolas neotestamentarias.

O apóstolo apresenta-se àquela igreja como sendo: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus” (v.1). A primeira coisa que precisamos considerar é quanto à questão de Paulo ser o Autor da carta aos efésios. É muito importante destacar que até o início do século XIX, não existiam dúvidas em relação à autoria Paulina dessa missiva sagrada. Somente com o advento do liberalismo teológico, é que podemos constatar essa mudança. Isso, por questões de vocabulário, estilo literário, teologia e etc. O Dr. John Stott é taxativo quando fala sobre essa questão: “Ora, a autoria paulina de Efésios era universalmente aceita desde o século I até ao inicio do século XIX. Por que, então, estudiosos alemães a partir de 1820, começaram a questionar a autenticidade da carta, e por que este ceticismo sobre a autoria paulina de Efésios permanece ainda hoje?” 16

Quando consideramos a história da Igreja, sobretudo, nos primeiros séculos, podemos constatar que realmente não existia dúvida quanto ao fato de Paulo ser o autor dessa carta. Desde o cânon de Marcião (c.145 d.C.) e o Muratoriano (c. 190 d.C.), como também o testemunho dos chamados Pais Apostólicos, não existem dúvidas quanto a essa questão. O escritor Broadus David Hale faz o seguinte destaque em relação a esse assunto em particular:

Em concordância com a própria afirmação da carta, Efésios foi atribuída a Paulo desde a época dos escritores patrísticos mais antigos. Clemente de Roma, Inácio e Policarpo fizeram uso desta epistola. Marcião, Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Origines todos, definitivamente, atribuíram a carta a Paulo sem hesitação. Todas as relações do Novo Testamento e todos os manuscritos antigos das cartas de Paulo têm-no como o autor (...) Há tradição ininterrupta, desde os tempos antigos, de que Paulo é o autor da epistola aos efésios.17

Mas, deixando essa discussão para aqueles que gostam destas questões e debates, ou seja, os acadêmicos e apologistas, nos voltemos para o texto bíblico e vamos considerar as lições que ele quer nos ensinar e, então aplicarmos para as nossas vidas. Paulo está se apresentando como sendo um “apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus” (v.1a). Ele sempre costumava apresentar-se dessa forma em suas cartas. O interessante é que em nenhum momento Paulo ensina que é “apóstolo” por vontade e/ou decisão particular, mas sempre pela “vontade de Deus”. Isso é importante, sobretudo em nossos dias, quando muitos estão autointitulando-se apóstolos e pastores do rebanho de Deus.

William Hendriksen é extremamente oportuno quando diz: “O apóstolo não alcançou seu alto ofício através de inspiração pessoal, usurpação e nem mesmo nomeação de outros homens, mas tão somente pela preparação divina, tendo sido separado e qualificado mediante a ação soberana da vontade de Deus.” 18 John Stott, segue nesta mesma linha e diz que Paulo não era um mero “voluntário”, mas, alguém com “autoridade” para ensinar, o qual deveria ser ouvido em virtude de ter sido escolhido e nomeado de acordo com a “vontade de Deus” para essa obra.19

Hernandes Dias Lopes afirma que: “A igreja não nomeia apóstolos; eles são chamados por Jesus. Nenhum homem pode constituir a si mesmo apóstolo de Cristo; esse papel é da economia exclusiva de Cristo. Não temos mais apóstolos na igreja contemporânea, uma vez que a revelação de Deus está completa nas Sagradas Escrituras” 20 João Calvino chama a nossa atenção para o fato de Paulo ter adicionado “pela vontade de Deus”. Segundo ele: “porquanto, nenhum homem deve tomar essa honra para si (Hb. 5.4), senão que deve esperar pela vocação divina, pois Deus é o único que pode legitimar os ministros.” 21

Portanto, devemos ter muito cuidado e estarmos acautelados em relação a estes “falsos apóstolos” que têm aparecido em nossos dias. O Dr. Russell Shedd, citando Rengstorf, afirma que a palavra “apóstolo” é derivada de uma palavra aramaica chamada “shãliah”, a qual indica que Paulo é muito mais que um missionário com uma mensagem, ou um embaixador com uma carta selada. Ele é um “procurador que substitui aquele que o mandou e pode tomar iniciativas. Assim, o que ele vai falar e fazer é em Cristo.” 22 Ele ainda destaca uma passagem do Talmude que diz: “o shaliah é equivalente aquele que o enviou”. É isso que nos dar segurança e confiança de que, quando ouvimos os verdadeiros apóstolos e profetas como Paulo, é o próprio Cristo que estamos ouvindo, pois “a autoridade do apóstolo é igual à de Cristo.”

Os destinatários da carta

“Aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus” (v.1b).

É muito interessante a maneira como Paulo se dirige aos crentes de Éfeso. Os estudiosos levantam a questão quanto à expressão “em Éfeso.” De acordo com alguns eruditos, temos alguns poucos manuscritos antigos como, por exemplo: o p46 considerado um dos mais antigos manuscritos das cartas paulinas, o qual pertence ao século III, o Sinaíticos não revisado e no Vaticanus do quarto século, os quais não contêm essa expressão supracitada.23 Isso levou alguns estudiosos a entenderem que essa carta teria sido, na verdade (Conf. Col. 4:16), endereçada à igreja de Laodiceia. Essa era a opinião, por exemplo, de Marcion (c.145 d.C.).24

Porém, a grande maioria dos estudiosos e comentaristas está inclinada a acreditar que a carta aos efésios era, na verdade, uma espécie de “circular.” Na visão destes estudiosos, a epístola foi endereçada a todos os “santos e fiéis em Cristo Jesus”. Essa era, por exemplo, a opinião do Dr. Martyn L. Jones.25 Essa teoria da “carta circular”, cujo criador foi Besa, surgiu no século XVI e popularizou-se no XVII com o arcebispo Ussher. Segundo defende este estudioso, Paulo havia deixado um espaço em branco no primeiro versículo para cada igreja colocar o seu próprio nome. O nome Éfeso estaria ligado à carta por ela ser a principal cidade da Ásia neste tempo.26 Gostaria de concluir esse ponto da discussão com a sábia observação de John Stott, para ele “o mistério permanece sem solução” 27 Mas, quais são as lições práticas que podemos tirar desse versículo tão rico? Pois, aqui Paulo está descrevendo a igreja de Deus como sendo composta de “santos e fiéis em Cristo Jesus”. O reformador João Calvino, comentando esse texto, afirma o seguinte: “ninguém pode ser crente se não for também um santo. Em outras palavras, ninguém pode ser santo se não for também um crente.” 28

É importante entender que “a palavra santo não significa uma pessoa que não peca.” 29 Essa visão é oriunda do catolicismo medieval, popular e nunca das Escrituras. À luz da Bíblia, uma pessoa santa é alguém “separado” para pertencer exclusivamente a Deus.30 O Dr. Russell Shedd é muito feliz quando nos ensina a seguinte verdade:

Quando pecamos, negamos a nossa posição de povo santo. Mas não deixamos de ser santos ao pecarmos, porque essa posição é nossa. E Paulo envia a epistola com a pressuposição de que os seus leitores são pessoas realmente convertidas e separadas para o reino de Cristo.31

Podemos perceber essa verdade defendida pelo nobre autor supracitado na grande maioria das saudações paulinas, em especial quando ele se dirige à igreja de Corinto a qual, mesmo tendo todos aqueles problemas que são retratados nas cartas que o apóstolo lhes direcionou (I, II Coríntios), ele ainda inicia esses registros dizendo: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Cor. 1.2). O interessante é que somos chamados a vivermos em santidade exatamente por causa dessa “posição” que temos em Cristo Jesus. Mas, Paulo não para por aí, ele ainda diz que está se dirigindo “aos santos e fiéis”. A maioria dos comentaristas entende que “pistós”, ou seja, “fiel”, aqui neste texto, significa aqueles que são crentes, os quais como consequência são fidedignos a, e em Cristo.

A saudação e a benção ministrada sobre os leitores da carta

“graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (v. 2).

O nosso terceiro ponto ou divisão do nosso texto tem a ver com a bênção ministrada pelo apóstolo Paulo aos leitores da carta. Como de costume, ele vai chamar a nossa atenção para essas expressões tão ricas e maravilhosas da teologia bíblica, ou seja, a “graça” e a “paz”. John Stott é preciso ao analisar esse versículo:

Boa parte da mensagem de efésios é antecipada na saudação inicial do apóstolo: Graça a voz outros e paz da parte de Deus nosso pai e do senhor Jesus Cristo (v.2). É verdade que esta era uma saudação costumeira com que iniciava todas as suas cartas, uma forma cristianizada das saudações hebraicas e gregas da época. Mesmo assim, podemos dizer com segurança que nada do que saiu da pena de Paulo, era em qualquer tempo, meramente convencional. Pelo contrario, estes dois substantivos são especialmente apropriados no começo de Efésios: “Graça” indica a iniciativa salvadora e gratuita de Deus, e “Paz” indica o nível de vida em que passamos a viver desde que ele reconciliou os pecadores consigo mesmo e uns com os outros na sua nova comunidade. “Graça” e “Paz”, portanto são palavras chaves em Efésios.32

Paulo já começa essa missiva sagrada nos levando a reconhecer ‘a fonte’ das nossas bênçãos: “Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. Willian Hendriksen destaca essa verdade quando diz: “a paz é o sorriso de Deus que se faz presente no coração dos redimidos”.33 O pastor Hernandes resume dizendo: “A graça é a causa da salvação, e a paz é o resultado dela. A graça é a raiz, e a paz é o fruto. Essas bênçãos não emanam do homem; nem mesmo fluem da igreja. Elas só podem ser dadas por Deus mesmo.” 34

Conclusão

Esses versículos nos fazem refletir sobre as bênçãos espirituais como sendo procedente de Deus, o Pai e através de seu filho Jesus Cristo. Todo o plano e mistério da nossa salvação começa a ser revelado a partir daqui. A expressão “em Cristo” é muito rica e está presente fortemente nesta carta. Warren W. Wiersbe afirma que “ela é usada quinze vezes nessa carta e descreve a situação espiritual do Cristão: ele é identificado com Cristo, está em Cristo e, portanto, pode lançar mão das riquezas de Cristo para sua vida diária.” 35 Tudo que temos, somos, fazemos e recebemos como cristão e igreja vem de Deus “em Cristo”, por meio de Cristo e para Cristo. Basta olharmos o que o próprio Paulo diz na carta aos Romanos: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!

Quero concluir essa primeira mensagem com, pelo menos, duas observações:

  1. 1-A carta aos Efésios é menos didática e mais piedosa. Paulo não está simplesmente discutindo teologia ou doutrina. Mas, explodindo em louvor e adoração, como resultado da revelação de um Deus tão grande e gracioso. Russell Shedd entende que Efésios é a continuação da “visão” que Paulo teve na presença do senhor.
  2. Essa carta nos mostra a igreja como o corpo vivo de Cristo. Apresenta a mesma como sendo uma comunidade renovada, ou seja, “a nova sociedade de Deus”.

Estudemos essa carta com alegria, muito arrojo e devoção por causa da sua grandeza e sublimidade.

  1. HALE, Broadus David. Introdução ao estudo do novo testamento. Ed Hagnos. SP 2001.P.268.
  2. Ibid.
  3. Calvino, João. Série comentários Bíblicos: Gálatas- Efésios –Filipenses - Colossenses. Ed. FIEL, SP. 2009. P.204.
  4. HALE, Broadus David. Op. Cit. p. 268.
  5. BARCLEY, Willian. Comentário de Efésios. Tradução de Carlos Biagini.
  6. Ibid.
  7. JONES, Martyn Loyd. O Supremo Propósito de Deus: Exposição de Efésios 1:1-23. SP. Ed PES. 1996.p.12.
  8. STOTT, John. A mensagem de Efésios. A nova sociedade de Deus. ABU. SP 1998.
  9. LOPES, Hernandes dias. Efésios: Igreja, a noiva gloriosa de Cristo (comentários expositivos Hagnos). SP 2009.p.7.
  10. HALE, Broadus David. Introdução ao estudo do novo testamento. Ed Hagnos. SP 2001. P.263.
  11. Ibid.
  12. SHEDD, Russell P. Epistolas da prisão: Uma analise de Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Ed. Shedd Publicações. SP 2009. P.11.
  13. WIERSBBE, Warren W Comentário Bíblico Expositivo: Novo testamento vol 2. Ed Geográfica. SP 2006.p8.
  14. HERNDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento (Efésios e Filipenses). SP. Cultura Cristã. 2005.p 13.
  15. CRISÓSTOMO, João. Comentário às cartas de Paulo/1. Ed Paulus. SP 2010.p 663.
  16. STOTT, John. A mensagem de Efésios. A nova sociedade de Deus. ABU. SP 1998.p 2.
  17. HALE, Broadus David. Introdução ao estudo do novo testamento. Ed Hagnos. SP 2001.
  18. HERNDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento (Efésios e Filipenses). SP. Cultura Cristã. 2005.p 84.
  19. STOTT, John. A mensagem de Efésios. A nova sociedade de Deus. ABU. SP 1998.p 6.
  20. LOPES, Hernandes dias. Efésios: Igreja, a noiva gloriosa de Cristo (comentários expositivos Hagnos). SP 2009.p.12.
  21. Calvino, João. Série comentários Bíblicos: Gálatas- Efésios –Filipenses- Colossenses. Ed. FIEL, SP. 2009.p 208.
  22. SHEDD, Russell P. Epistolas da prisão: Uma analise de Efésios, Filipenses, colossenses e filemom. Ed. Shedd Publicações. SP 2009. P.14.
  23. CHAMPLIM, Russel Normam. Novo testamento interpretado versículo por versículo Vol. 4 ( I coríntios - Efésios). Ed Candeia. SP 1998.
  24. Ibid.
  25. JONES, Martyn Loyd. O Supremo Propósito de Deus: Exposição de Efésios 1:1-23. SP. Ed PES. 1996.p.23.
  26. STOTT, John. A mensagem de Efésios. A nova sociedade de Deus. ABU. SP 1998.p 8.
  27. Ibid.
  28. Calvino, João. Série comentários Bíblicos: Gálatas- Efésios –Filipenses- Colossenses. Ed. FIEL, SP. 2009.p 209.
  29. SHEDD, Russell P. Epistolas da prisão: Uma analise de Efésios, Filipenses, colossenses e filemom. Ed. Shedd Publicações. SP 2009. P.15.
  30. Ibid.
  31. Ibid.
  32. STOTT, John. A mensagem de Efésios. A nova sociedade de Deus. ABU. SP 1998.p 11.
  33. HERNDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento (Efésios e Filipenses). SP. Cultura Cristã. 2005.p86.
  34. LOPES, Hernandes dias. Efésios: Igreja, a noiva gloriosa de Cristo (comentários expositivos Hagnos). SP 2009.p.13.
  35. WIERSBBE, Warren W Comentário Bíblico Expositivo: Novo testamento vol 2. Ed Geográfica. SP 2006.p.9.

COMUNICADO:

Os textos completos destas séries de sermões expositivos serão publicados e lançados em livro logo em breve.

Rogamos as suas orações em prol deste projeto.

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